Inscrito
Eliane Couto Triska &
Falcão S.R.
Assim quando me vês e me desnudas
Devasso o teu olhar e à mercê fico
Num corpo de febris formas miúdas
Às Letras - Flor-de-lis - me revisito.
Assim quando te vejo e me enfeitiço
Com a beleza fulgurante que irradias
Me perco deslumbrado em teu sorriso
Inspirando-me a compor belas poesias.
Tu pousas teu desejo... o
Sonho enfim!
À tímida e esquiva eflorescência
Em coros nossos corpos dizem: sim!
E o beijo desfalece à consciência.
Te envolvo em meus sonhos
proibidos
Esperançoso que um dia digas...sim!
Fazendo os meus dias mais floridos
Em beijos que desejo só para mim.
Mistérios... são pomares cobiçados
Palácios d'um céu marmorizado
Elegem... Oh! Senhor do meu Altar!
Mantra que repriso em
eterna agonia
No silencio da madrugada tão vazia
Longas noites sem estrelas e luar.
Meu corpo... terra úmida e profunda
Irrigas de pecado e a seiva inunda
Os versos desse Amor que vens banhar.
Carente desse olhar verde
esmeralda
Caminho só pela estrada abandonada
Buscando tão somente te encontrar.
Canoas, 27/30 de abril de 2008/RS-RJ
