Ana Maria Marya

Lágrimas caem lentamente sobre meu rosto.
Paisagens diversas surgem em lembranças.
A neve que lentamente cai, matizes variados.
O abundante verde dos lugares tropicais,
Luzes em profusão, lindamente coloridas,
Diversas, e bem distribuídas.
Guirlandas floridas, doiradas,
Laços fitas, cores impensadas.
No sentimento maior, Amor...
Na janela do tempo, vejo a juventude,
A preparar-se para a festa de “reveillon”.
Quisera todos alimentassem seus sonhos,
Em fartos pratos de felicidade.
Beber abundantemente o “champanhe” da esperança.
Quisera vê-los a sorrir, nas praias,
Salões de luxo, bairros humildes.
A olhar o céu, o clarão de fogos.
A dançar o ritmo alucinante da paz.
A abraçarem-se no carinho, na sinceridade...
Lágrimas sobre meu rosto, muitas lágrimas.
Na mesma janela a paisagem alterna.
A tristeza se faz presente.
Anjos esquecidos, famintos, esfarrapados,
Choram em terras de homens ausentes,
Gananciosos, incompetentes.
O Ano Novo, roubado pela insensatez.
A vida, pela brutalidade, estupidez.
O prato da felicidade, quebrado
O copo do “champanhe” estilhaçado.
No céu apenas o clarão das bombas.
Noites sem estrelas, sem luar.
Corramos nós, Amor não perdido,
Solidário, acalentador.
Corramos a deixar ao irmão enfraquecido,
Um sorriso...de Fé a todo povo.
Forma única de dizer... Feliz Ano Novo.

04/11/2006
Ita/Ba/Brasil

 
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