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Sentado
a
beira
do
cais
meu
olhar
percorre
a
distância
que me
separa
o mar
até
onde a
visão
alcança.
Fico
meditando
no
tempo
que
passa
sem
permissão
em
portas
que
vão
fechando
sem
que eu
entenda
a
razão.
Coração
tão
inconstante
belas
frases
esquecidas
amor
que
entreguei
confiante
a quem
teme a
própria
vida.
Tento
esquecer
a
tristeza
que
teima
em não
me
deixar
ao ver
nas
ondas
a
beleza
e o
verde
do teu
lindo
olhar.
Gaivotas
passam
voando
numa
ternura
sem
fim
essa
paz
vai me
lembrando
teu
sorriso
de
marfim.
Raios
de sol
vão
surgindo
sob o
céu
iluminado
o
perfume
vou
sentindo
de
teus
cabelos
dourados.
Penso
na voz
meiga
e
carinhosa
que
meus
sonhos
acalentou
mas
que a
vida
caprichosa
nem
mesmo
ouvir
me
deixou.
Quando
eu for
para
eternidade
deixando
o que
em
versos
te
revelei
talvez
na dor
da
saudade
saberás
o
quanto
eu te
amei.
Rio de
Janeiro,12
de
outubro
de
2007 |
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